Anais e Proceedings

Depois de um ano, quais foram os trabalhos mais acessados do Congresso Brasileiro Sobre Síndrome de Down 2015?

A sétima edição do Congresso Brasileiro Sobre Síndrome de Down ocorreu em outubro do ano passado, mas as discussões continuam se mantendo por meio dos anais online do evento científico, depositados na plataforma Galoá { Proceedings.

O evento organizado pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) aconteceu em Curitiba, Paraná, com a intenção de fomentar mais debates para incluir socialmente pessoas com Síndrome de Down.

O público alvo do evento é composto tanto pelos indivíduos com Síndrome de Down quanto seus familiares e profissionais da saúde e serviço social a fim de abranger o máximo de pontos que possam contribuir para uma melhor qualidade de vida e inclusão, principalmente para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

A edição de 2015 aconteceu em parceria com o II Encontro Latino-americano Sobre Síndrome de Down, com o I Encontro de Famílias e também com o IV Encontro de Irmãos Sobre Síndrome de Down. A união desses eventos foi importante tanto por conciliar os trabalhos técnico e científicos com o público final quanto pela troca de experiências e desenvolvimento de oficinas culturais.

Os debates científicos foram divididos nos cursos ministrados e em apresentação de trabalhos nas modalidades oral e em e-poster (pôster eletrônico) nos seguintes eixos temáticos:

  • Educação/Inclusão
  • Inclusão
  • Políticas Públicas e Direitos
  • Saúde/Desenvolvimento
  • Autonomia
  • Mundo do Trabalho
  • Sexualidade
  • Família
  • Esporte, Artes - Música, Teatro, Artes Plasticas e Lazer
  • Tecnologias
  • Intervenção Precoce/Reabilitação

Quais foram os trabalhos mais acessados?

Confira a seguir na tabela e resumos quais são os trabalhos mais acessados dos anais online do Congresso Brasileiro Sobre Síndrome de Down 2015 até o momento (dezembro de 2016):

 TOP 10: TRABALHOS MAIS VISUALIZADOS

1 A Utilização da informática para auxiliar o processo de alfabetização e inclusão digital das pessoas com Síndrome de Down
2 A atuação do ministério público, acesso à educação inclusiva
3 A utilização de recursos da Comunicação Suplementar e/ou Alternativa na Fundação Síndrome de Down
4 A formação docente para a educação especial: Um diálogo entre o professor do atendimento educacional especializado (AEE) e do espaço comum, em foco o AEE para síndrome de down no município de São João do Triunfo/PR
5 A interação entre alunos com desenvolvimento típico e uma aluna com síndrome de down: Um estudo em uma escola regular de ensino fundamental do município de Macapá/AP
6 A prática pedagógica do professor da classe regular e do atendimento educacional especializado junto a criança com síndrome de down nas séries iniciais do ensino fundamental
7 A inclusão de alunos com síndrome de down em escolas públicas municipais urbanas da rede regular de ensino: Avaliando a realidade atual
8 A invisibilidade social e educativa do jovem com Síndrome de Down
9 Abordagem Odontológica interdisciplinar na Síndrome de Down: relato de caso clínico
10 A utilização do nintendo Wii na melhora do equilíbrio em crianças com Síndrome de Down


Conhecendo rapidamente os trabalhos mais acessados:

      1. A Utilização da informática para auxiliar o processo de alfabetização e inclusão digital das pessoas com Síndrome de Down: o trabalho faz parte do Projeto Alfadown (Alfabetização digital de pessoas com Síndrome de Down) na área de psicologia e inclusão no ensino superior. A intenção é mostrar a importância do psicólogo na implantação de políticas institucionais e formar profissionais preparados para promover a inclusão digital de pessoas com Síndrome de Down.
      2. A atuação do Ministério Público, acesso à educação inclusiva: a pesquisa busca compreender se há compreensão entre os responsáveis legais de crianças e jovens com Síndrome de Down sobre o direito fundamental à educação sem discriminações em escolas regulares, além de analisar a atuação do Ministério Público do Paraná para no atendimento dessas necessidades.
      3. A utilização de recursos da Comunicação Suplementar e/ou Alternativa na Fundação Síndrome de Down: a apresentação do resumo priorizou o compartilhamento de experiências no atendimento terapêutico e educacional e também formação de profissionais capazes de promover a inclusão de quaisquer alunos em escolas regulares.
      4. A formação docente para a educação especial: Um diálogo entre o professor do atendimento educacional especializado (AEE) e do espaço comum, em foco o AEE para Síndrome de Down no município de São João do Triunfo/PR: o trabalho faz parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Direito e Inclusão da Universidade Estadual do Paraná (NEPEDIN/Unespar) e tem a intenção de analisar o processo de formação de professores no atendimento educacional especializado em uma cidade paranaense.
      5. A interação entre alunos com desenvolvimento típico e uma aluna com Síndrome de Down - Um estudo em uma escola regular de ensino fundamental do município de Macapá/AP: a proposta da pesquisa foi avaliar a interação social e afetividade entre os alunos para o aprendizado de matemática nas escolas. O enfoque foi dado para as escolas municipais com ensino fundamental da capital amapaense. Além de compreender o contexto das salas, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com os professores.
      6. A prática pedagógica do professor da classe regular e do atendimento educacional especializado junto a criança com Síndrome de Down nas séries iniciais do ensino fundamental: novamente, a dificuldade de inclusão se torna foco de pesquisa e a importância do papel de professores bem instruídos. Na análise, levou-se em conta outros influenciadores que podem agravar os problemas de atendimento adequado nas escolas para permanências desses alunos, como a superlotação das salas.
      7. A inclusão de alunos com Síndrome de Down em escolas públicas municipais urbanas da rede regular de ensino: a pesquisa buscou compreender a realidade das escolas em 33 escolas municipais e urbanas da cidade de Ilhéus, na Bahia. O estudo exploratório foi realizado com base em questionário, constatando que 21% das escolas desse município possuem alunos com Síndrome de Down, enquanto 71% dos professores afirmaram não ter experiência nenhuma no ensino com esses alunos.
      8. A invisibilidade social e educativa do jovem com Síndrome de Down: o trabalho discute que o despreparo dos profissionais no ambiente educativo que dá o tom de invisibilidade aos jovens com síndrome de down, tanto em atividades em sala de aula quanto nos relacionamentos entre os colegas fora da escola. A pesquisa se baseou em entrevistas semi-estruturadas de jovens de 15 e 16 anos com Síndrome de Down.
      9. Abordagem Odontológica interdisciplinar na Síndrome de Down: trata-se de um relato de caso sobre o planejamento odontológico interdisciplinar de paciente com Síndrome de Down, visto que as alterações de formação podem prejudicar a fala, mastigação e respiração, entre outros problemas.
      10. A utilização do nintendo Wii na melhora do equilíbrio em crianças com síndrome de down: o equilíbrio é uma das alterações que os indivíduos com Síndrome de Down podem sofrer, porém, com o uso de jogos virtuais como recurso fisioterápico e de reabilitação vem se mostrando positiva na APAE de Maringá, no Paraná.

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